“Êxodo” é uma expressão grega para “uma saída”, que subvaloriza os grandes atos de Deus em favor do seu povo escolhido. A saída de Israel do Egito é o fato histórico dominante do livro de Êxodo.
O livro foi escrito em torno de 1445 a 1405 a.C. e há poucas dúvidas de que Moisés tenha sido o autor. Ele seguiu as instruções de Deus e “escreveu tudo o que o Senhor dissera”. O próprio Jesus declara que Moisés escrevera a respeito dele (João 5:46-47).
Os anos finais da residência de Israel e de sua escravidão ocorreram no período considerado como 18° Dinastia (ou período do Novo Império) pelos arqueólogos.
A 18° Dinastia foi um período política e economicamente importante da história egípcia. No tempo do Êxodo, o Egito era forte.
Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios (Atos 7:22) enquanto crescia nas cortes dos faraós Tutmósis I e II e da rainha Hatchepsut durante seus primeiros 40 anos. Esteve em autoprovocado exílio midianita durante o reinado de Tutmósis III por outros 40 anos (Atos 7:30) e retornou sob a direção de Deus para ser líder de Israel no começo do reinado de Amenotep II, o faraó do Êxodo.
Deus usou tanto o sistema educacional egípcio como o exílio em Midiã para prepará-lo como representante do seu povo pelo deserto da península do Sinai durante os últimos 40 anos da sua vida.
O Êxodo marcou o fim de um período de opressão dos descendentes de Abraão e constituiu-se no início do cumprimento da promessa da aliança feita com Abraão, de que seus descendentes não só residiriam na Terra Prometida, mas também se multiplicariam e se tornariam uma grande nação.
Deus também deu aos israelitas o corpo de legislação, a lei, de que precisavam para viverem de modo adequado em Israel como povo teocrático dele - isso os distinguiu de todos os outros povos.
Pela autorrevelação de Deus, os israelitas foram instruídos na soberania e majestade, bondade e santidade, na graça e na misericórdia do Senhor, o único Deus dos céus e da terra.