Título

O nome da epístola provém do seu destinatário. Junto com I e II Timóteo, é uma carta de Paulo a um filho da fé. São chamadas de “epístolas pastorais”

Autor e Data

É incontestável que Paulo é o autor da carta.

Tito foi escrita em 62-64 d.C., enquanto Paulo ministrava a igrejas na Macedônia entre a sua primeira e segunda prisão romanas. É provável que Tito tenha servido com Paulo tanto na segunda como na terceira viagem missionária, tornando-se um discípulo amado e colaborador no evangelho

Cenário e Contexto

A princípio, Tito é um gentio que conheceu a Cristo por meio de Paulo, sendo ministrado pelo apóstolo. Mais tarde, Tito veio a ministrar com Paulo na ilha de Creta e foi deixado ali para continuar a fortalecer a obra. Quando Ártemas ou Tíquico chegaram para dirigir o ministério em Creta, Paulo quis que Tito se unisse a ele na cidade de Nicópolis.

Por causa do seu envolvimento com a igreja de Corinto, Tito é mencionado 9 vezes em II Coríntios, carta na qual Paulo se refere a Ele como “meu irmão” e “meu companheiro e cooperador”. Tito já estava familiarizado com os judaizantes, os falsos mestres na igreja que, entre outras coisas, insistiam para que todos os cristãos, tanto gentios como judeus, se submetessem à Lei de Moisés. Tito havia acompanhado Paulo e Barnabé anos antes ao Concílio de Jerusalém, no qual essa heresia foi o tema (Atos 15; Gálatas 2:1-5).

É provável que Paulo tenha escrito a Tito em resposta a uma carta deste ou a uma notícia que recebeu de Creta.

Temas Históricos e Teológicos

Na carta, o apóstolo Paulo dá encorajamento e conselho pessoal para um jovem pastor que enfrentava oposição contínua por parte de homens ímpios dentro das igrejas nas quais ministrava.

O livro de Tito não se concentra em explicar ou defender a doutrina, contrastando com outras cartas de Paulo. O apóstolo tinha plena confiança no entendimento e nas convicções teológicas de Tito, logo, a carta não apresenta nenhum tipo de correção doutrinária. Os temas que a epístola trata são:

  1. a eleição soberana dos cristãos por parte de Deus;
  2. sua graça salvadora;
  3. a divindade de Cristo e a sua segunda vinda;
  4. a expiação substitutiva de Cristo (morrendo em nosso lugar pelos nossos pecados);
  5. a regeneração e a renovação dos cristãos pelo Espírito Santo.

Deus e Cristo são regularmente citados como Salvador e o plano da salvação é tão enfatizado em 2:11-14 que deixa a impressão de o objetivo principal da epístola ser a preparação da igreja de Creta para o evangelismo eficaz, o que exigiria líderes piedosos que não somente pastoreassem esses cristãos para evangelizar seus vizinhos pagãos, mas ensinasse que, para que essas pessoas dessem ouvidos ao evangelho, a preparação primordial dos cristãos era viver entre eles mesmos com testemunho indiscutível de uma vida justa, amorosa, altruísta e piedosa, num nítido contraste com a vida devassa dos falsos mestres.