Leia Mateus 14:22-33 e Tiago 1:2-4

Quando nossa fé está em crescimento, um dos eventos mais comuns é quando sentimos ela ser esticada.

A fé é a prova daquilo que não se vê. Logo, para que a fé cresça, é necessário uma atmosfera em que absolutamente nada está a nossa vista. Na prática: não saber como será - como será o próximo mês, o próximo emprego, a próxima oportunidade, a próxima cura - mas ter a convicção de que chegará.

Estar em um lugar de necessidade sem ter em vista quando ela será suprida nos abre duas opções: o medo e a fé. Em ambos, você acredita em algo que não viu. A preocupação é se ocupar com algo que ainda não existe, a fé é acreditar que a vontade de Deus irá acontecer porque não há algo que tenha força suficiente para impedi-la.

Na maioria das vezes, escolhemos o medo. O medo gera dúvidas, que geram confusão e dão abertura para que vozes deturpadas sejam amplificadas no microfone dos nossos corações, impedindo a clareza necessária para lembrarmos das palavras e do histórico de Deus.

É nesse lugar que chegamos.

Caso você esteja nesse lugar e na linha tênue entre afogar de vez ou erguer a mão, quero que lembre de Pedro que, após dar alguns passos sobre as águas, afundou porque tirou os olhos de Jesus. Suas palavras foram: “Senhor, salva-me!”, e, IMEDIATAMENTE, Jesus estendeu sua mão e o segurou. Nesse contexto, a única coisa que você precisa é de mais um fôlego de fé para saber que o socorro virá de imediato. (Mt 14:27-31).

E saiba que ao ouvir as palavras: “homem de pequena fé, por que você duvidou?”, você não está sendo cobrado, mas esticado. Porque a provação da fé produz perseverança que, uma vez consumada, possibilita que sejamos íntegros e perfeitos. (Tg 1:2-4)

Mas quando você for reerguido, não se conforme em ter caído. Busque mais, adore mais, ame mais, sirva mais, conheça mais, até que a sua convicção da fidelidade de Deus seja maior que todos os seus medos e dúvidas.

Busque o reino e todas as outras coisas te serão acrescentadas. (Mt 6:33)

Peça por mais um fôlego, depois, use esse fôlego para aprender que a sua única e verdadeira necessidade é da graça de Deus (II Co 12:9-10).

(July Ane Martins)