O livro é intitulado em memória da heroína moabita Rute. É o único livro que recebeu o nome de uma mulher que está na descendência de Jesus. “Rute” em moabita e/ou hebraico, significa “amizade”. Ela chegou a Belém como estrangeira, tornou-se serva, casou-se com Boaz e foi incluída na linhagem de Cristo.
A tradição judaica credita a autoria do livro a Samuel, o que é possível, porque ele só morreu depois de ter ungido Davi como rei escolhido por Deus.
No entanto, nem referências internas nem testemunhos externos são conclusivos na identificação do autor.
Essa história muito provavelmente surgiu durante ou um pouco antes do reinado de Davi em Israel (1011-971 a.C.), já que Davi é mencionado no livro, mas Salomão não.
A terra de Moabe, eterna inimiga de Israel, surgiu de uma relação incestuosa de Ló com sua filha mais velha. Séculos mais tarde, os judeus enfrentaram oposição de Balaque, rei de Moabe, por meio do profeta Balaão (Números 22 a 25).
Moabe oprimiu Israel por 18 anos, durante o tempo dos juízes (3:12-30), e Saul derrotou os moabitas, ao passo que Davi pareceu desfrutar de relação de paz com eles. Mais tarde, Moabe voltou a incomodar Israel (Esdras 9:1 e II Reis 3:5-27).
Por causa da postura idólatra a Quemos e sua oposição a Israel, Deus amaldiçoou Moabe.
A história de Rute aconteceu na época dos juízes, por volta de 1370 a 1041 a.C. e, desse modo, liga o tempo dos juízes ao período dos reis de Israel. Deus usou uma “fome na terra” de Judá para criar o cenário da história de Rute, mas como a fome não é mencionada no livro de Juízes, dificulta estabelecer as datas dos acontecimentos.
Rute abrange um período de mais ou menos onde ou doze anos de acordo com o seguinte cenário:
Pelo menos 7 temas teológicos importantes aparecem em Rute: