Leia Provérbios 4:25 e Filipenses 3:13-14
A nossa caminhada com Cristo é repleta de muitos aprendizados. No entanto, na maior parte do tempo, estamos desaprendendo.
Desaprendendo a cultura, desaprendendo os hábitos ruins, desaprendendo o desejo de fazer aquilo que é mau, desaprendendo o corromper para pertencer, desaprendendo o que nos foi ensinado por primeiros professores, estando eles com boas intenções ou não.
Aqui nós encaramos de frente muitas coisas, não? Aquilo que um dia foi motivo de comemoração, hoje nos envergonha. Aquilo que nós fomos ou fizemos traz rótulos e esses rótulos possuem um peso: o peso da expectativa que as pessoas tem sobre quem você era, ou a frustração por ter deixado de ser. O peso da dúvida de não saber como prosseguir de uma forma diferente daquela que você aprendeu e ter que se expor à dúvida do que antes era cheio de certeza. O peso da culpa quando sabemos que o erro foi maior do que qualquer coisa que possa compensá-lo.
Em tudo isso, gosto de lembrar de Paulo. Em sua primeira carta a Timóteo, ele quis deixar completamente claro que todo esse peso já foi carregado e redimido.
“a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei misericórdia, porque o fiz por ignorância e na minha incredulidade; contudo, a graça de nosso Senhor transbordou sobre mim, juntamente com a fé e o amor que estão em Cristo Jesus. Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. Mas, por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna.” (I Timóteo 1:13-16).
Paulo, enquanto Saulo, assassinou e perseguiu fiéis. Na expectativa de mostrar a mim e a você que a graça de Cristo alcança a todos e de forma imensurável, ele se esforça em se provar o pior dos pecadores. A palavra é explícita: não há passado, pecado ou rótulo que o sangue de Cristo não tenha poder para limpar, anular ou redimir.
A Palavra nos ensina sobre onde nosso foco deve estar. Além dos textos já lidos, acrescento:
"Portanto, visto que nós também estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos de lado todo o peso, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a corrida que está proposta diante de nós. Olhando para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, o qual, pela alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, desprezando a desonra, e está assentado à destra do trono de Deus."
É necessário que compreendamos que, se Deus nos vê através do sangue de Cristo, nós devemos fazer o mesmo. Deixando para trás tudo aquilo que o poder de seu sangue já anulou e crendo que, em Cristo, somos novas criaturas. Nascemos de novo.
Com os olhos fixos no que fomos ou fizemos, estamos vulneráveis às distorções da nossa identidade que nos levarão aos lugares que são confortáveis às nossas mentes e corações, ainda que angustiantes para o nosso espírito. Nós devemos lembrar, a todo tempo, que o sacrifício de Cristo não foi em vão.
Com o que isso se parece?
Os rótulos que você carrega? O sangue de Cristo os tira.
Os pecados constantemente e perversamente cometidos? A graça de Cristo os cobre.
As dores que você carrega? O amor de Cristo as cura e redime para Sua glória.