Leia João 6:41-69
Como sabemos que somos verdadeiros discípulos, dedicados ao verdadeiro evangelho?
Cristo nos ensina que aquele que quer segui-lo deve negar a si mesmo, tomar sua cruz diariamente e, então, segui-lo. (Lucas 9:23)
O convite para vivermos o evangelho envolve a crucificação do nosso orgulho, fazendo com que tenhamos que negar nossas ideias e vontades e colocá-las diante de Deus e, depois disso, viver aquilo que Ele nos instruir. Ouvir e aplicar suas palavras.
Esse caminho não é fácil. Na maior parte das vezes, o evangelho nos confronta e desafia, nos entregando uma palavra que deve ser muito mastigada e, ainda assim, difícil de digerir em um primeiro momento.
Os ouvintes de Cristo em Cafarnaum estavam vivendo esse momento.
“Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” - João 9:60
Quando os judeus foram confrontados, se dispersaram. Não apenas foram confrontados, mas se sentiram escandalizados pela palavra que lhes fora dita. O evangelho os tomou, os atingiu, mas não trouxe as recompensas de seguirem a lei, e sim o confronto da necessidade de serem redimidos por Cristo, entendendo que deveriam confessá-lo para que não perecessem.
Mas, por que uma palavra tão dura? Meus irmãos, devemos lembrar que nossa carne não está em consonância com nosso espírito. O que Cristo diz sobre seu ensino?
“O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (João 9:63)
A Palavra de Deus é o que nos vivifica. Como uma árvore que precisa ser podada para seguir dando frutos, a Palavra de Deus é a espada que corta em nós todos os galhos que são inúteis e impedem que os que irão frutificar cresçam. Devemos estar dispostos e submissos ao Deus que corta.
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.” (João 15:1-4)
No entanto, é no ápice da dor de sermos podados que a nossa fé é testada. Principalmente porque os galhos podados geralmente são aqueles que mais importam à nossa carne.
Assim, como sabemos se somos verdadeiramente apaixonados por Cristo e o evangelho?
Quando, em meio ao sofrimento, nos voltamos ainda mais a Cristo. Não porque estamos satisfeitos; na maioria das vezes, nos sentiremos no direito de estarmos chateados com algo que Ele direcionou. Teremos dúvidas. Mas ao fim, o que nos resta são palavras semelhantes às de Pedro:
“Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus.” (João 6:68-69)
Somos discípulos verdadeiros e fiéis quando, mesmo em meio à tempestade, nossa confissão não muda. Nos voltamos a Deus, voltamos a Cristo e pedimos a consolação ao Espírito Santo, porque se não isso, o quê? Pra onde iremos? Qual é a outra saída?