O livro recebe o nome do profeta que proclamou o oráculo de Deus contra Nínive, a capital da Assíria.
Naum significa “conforto” ou “consolo”, sendo uma forma abreviada de Neemias.
Sobre Naum, o texto só informa que ele era elcosita, uma referência à sua cidade natal ou ao local de seu ministério.
Uma vez que a introdução do livro não cita nenhum rei, a data da profecia de Naum deve ser inferida a partir de dados históricos. A mensagem de castigo contra Nínive retrata uma nação forte e intimidante num período anterior não apenas à sua queda, mas também à morte de Assurbanipal em 626 a.C., depois da qual o poder da Assíria caiu rapidamente.
A mensagem de queda de Nô-Amom, também chamada Tebas, em 663 a.C., parece ser uma lembrança recente, e a ausência de referências À restauração da cidade dez anos depois sugere uma data em meados do século XVII a.C., durante o reinado de Manassés (por volta de 695-642 a.C.).
Um ano depois de ter se arrependido pela pregação de Jonas, Nínive recaiu na idolatria, violência e arrogância. A Assíria estava no auge do poder e havia se recuperado da derrota de Senaqueribe em Jerusalém.
Pouco tempo antes, Esar-Hadom havia transferido povos conquistados para a Galileia e Samaria, enfraquecendo a Síria e a Palestina. Mas Deus usou o poder crescente de Nabopolassar, rei da Babilônia, e seu filho Nabucodonosor para derrubar Nínive.
A destruição da Assíria aconteceu exatamente como Deus havia profetizado.
Naum constitui uma sequência ao livro de Jonas, que havia profetizado mais de um século antes. Jonas relata como Deus suspendeu o castigo decretado sobre Nínive, ao passo que Naum destaca a execução posterior desse castigo.
Nínive se orgulhava de ser uma cidade invulnerável, com muralhas de mais de 30 metros de altura e um fosso com aproximadamente 50 metros de largura e 20 metros de profundidade.
Naum deixou claro que o Deus soberano se vingaria daqueles que haviam trangredido sua lei. O mesmo Deus que enviaria o castigo por causa do mal também traria redenção e trataria os fiéis clm bondade.
A profecia serviu de consolo pra Judá e todos os que temiam os cruéis assírios. Nas palavras de Naum, Nínive terminaria “com uma enchente devastadora”. A profecia se cumpriu quando o Rio Tigre transbordou e abriu nas muralhas uma brecha grande o suficiente para os babilônios passarem. Naum também predisse que a cidade seria escondida. Depois da destruição, em 613 a.C., Nínive só foi redescoberta em 1842 d.C.