Pregação Expositiva da Igreja Presbiteriana em Barra Funda


Levítico 6:8 - 7:10

Nesse trecho, alguns rituais são repetidos. Isso porque a primeira seção foi passada para o povo e, a segunda, para os sacerdotes, com o acréscimo de algumas ordenanças específicas para eles.

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (I Pedro 2:9)

A expressão “sacerdócio real”, parte da identidade de todo aquele que crê em Jesus Cristo e o reconhece como Senhor e Salvador de suas vidas, indica que todo cristão tem acesso direto a Deus. Por isso, os rituais ordenados nesse trecho podem ser observados por nós com ainda mais atenção.


1. Deus está conosco

“Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar. […] O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará. (Levítico 6:9-13)

No capítulo 1 já havia orientações a respeito do fogo no altar. No entanto, é no capítulo 6 que surge a nova orientação: esse fogo nunca poderá ser apagado.

O fogo representa a presença de Deus em meio ao seu povo. Eles sabiam disso porque, anteriormente, o fogo já havia sido usado para representar a presença de Deus: a sarça ardente e o pilar de fogo que os guiou no deserto. Imagine o Tabernáculo em meio ao povo de Israel e a visão da fumaça subindo continuamente e, possivelmente, o cheiro dos sacrifícios sendo feitos e do fogo permanentemente, lembrando-lhes que eles tinham acesso a Deus por meio do sacerdócio e Deus estava ativo em meio a eles.

O fogo demonstrava que o povo dependia da presença de Deus.

Precisamos dessa consciência: Deus está conosco. E Ele é fogo consumidor (Hebreus 12:29)


2. Devemos buscar a santificação

“Esta é a lei da oferta de manjares: os filhos de Arão a oferecerão perante o Senhor, diante do altar. Um deles tomará dela um punhado de flor de farinha da oferta de manjares com seu azeite e todo o incenso que está sobre a oferta de manjares; então, o queimará sobre o altar, como porção memorial de aroma agradável ao Senhor. O restante dela comerão Arão e seus filhos; asmo se comerá no lugar santo; no pátio da tenda da congregação, o comerão. Levedado não se cozerá; sua porção dei-lhes das minhas ofertas queimadas; coisa santíssima é, como a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa. Todo varão entre os filhos de Arão comerá da oferta de manjares; estatuto perpétuo será para as vossas gerações dentre as ofertas queimadas do Senhor; **tudo o que tocar nelas será santo.” (**Levítico 6:14-18)

Esse trecho repete o capítulo 2, mas com o acréscimo de onde o ritual deveria ser cumprido: sobre o altar.

Aqui nós observamos que Deus dá aos sacerdotes aquilo que é d’Ele - e, sendo d’Ele, é santo. E todo aquele que tocava nessa oferta, era santificado. De igual modo, Deus nos deu a Jesus Cristo, a oferta de expiação pelo nosso pecado, e é Cristo quem nos dá o status de “santos”. Jamais por nossos méritos, mas por sua obra e perfeição.

No mais, aquilo que é santo não pode e não deve ser contaminado por coisas impuras. Assim, uma vez feitos santos em Cristo não devemos brincar com coisas impuras, isto é, coisas que não servem para a glória de Deus.