Pregação Expositiva da Igreja Presbiteriana em Barra Funda


Levítico 5:14-5:19

Esse trecho traz à tona as ofertas que deveriam ser entregues a Deus por pecados cometidos por ignorância. Primeiro, os pecados cometidos por ignorância referentes às coisas sagradas (5:14-16, seriam erros no processo sacrificial ou erros do sacerdote), depois, referente aos mandamentos do Senhor (5:17-19).

Entendemos que nenhum pecador, que tenha cometido qualquer pecado, pode estar na presença de um Deus santo e justo, e isso inclui os pecados cometidos por ignorância - por desconhecimento da Lei. Assim como somos multados se infringimos uma lei de trânsito mesmo que não a conheçamos, devemos ser castigados pelos pecados cometidos, mesmo que tenham sido cometidos em ignorância. Não saber a Lei não te faz inocente.

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” (Romanos 3:23) ”Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.” (Romanos 3:10)

Essas duas verdades bíblicas nos apontam ao fato: somos todos culpados. De forma ignorante ou consciente, sabemos que não somos perfeitos ou justos e que, diante de Deus, nossos pecados ficariam ainda mais expostos pelo contraste com sua santidade. Como devemos proceder a partir disso?


Deus, em sua infinita misericórdia, nos mostra que isso não passou despercebido.

“Quando alguém cometer ofensa e pecar por ignorância nas coisas sagradas do Senhor, então, trará ao Senhor, por oferta, do rebanho, um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, como oferta pela culpa. Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas, e ainda acrescentará o seu quinto, e o dará ao sacerdote; assim, o sacerdote, com o carneiro da oferta pela culpa, fará expiação por ele, e lhe será perdoado.” Levítico 5:15-16)

E, se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do Senhor aquilo que se não deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo, será culpada e levará a sua iniquidade. E do rebanho trará ao sacerdote um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação, para oferta pela culpa, e o sacerdote, por ela, fará expiação no tocante ao erro que, por ignorância, cometeu, e lhe será perdoado. (Levítico 5:17-18)

O salário do pecado é a morte. Nos últimos estudos vimos que esse ritual era feito com o intuito de o animal representar a vida do pecador, que por sua vez sabia que deveria ser sua vida sendo ceifada ali. Esses rituais eram feitos e o poder não estava no sangue dos animais, mas na fidelidade de Deus em cumprir com sua promessa diante da obediência do Seu povo: “… e lhe será perdoado”.


Mas e quanto a nós? Bom, o sistema sacrifical de Levítico foi estabelecido como um símbolo do sacrífico eterno e suficiente que estava por vir: Jesus Cristo. Ele, sendo em tudo justo, veste nossa culpa para que possamos vestir Sua inocência. Veste nosso pecado para que possamos vestir Sua santidade. Jesus é a nossa expiação, nosso canal de reconciliação com Deus a partir da eliminação de qualquer culpa.

O que nos resta? Confessar nossos pecados.

Deus não muda. Os mesmos requerimentos que Ele fazia aos judeus no tempo do Levítico, Ele faz hoje:

  1. Tenha consciência do pecado: e fazemos isso quando conhecemos a Lei, quando conhecemos a Palavra de Deus. O conhecimento daquilo que é correto, santo e glorifica a Deus nos permite reconhecer o que é errado, pecaminoso e ofensivo à glória de Deus.
  2. Arrependa-se verdadeiramente: o verdadeiro arrependimento envolve uma tristeza genuína pelo pecado que afeta seus membros e te afasta de Deus. Essa tristeza deve ser seguida da decisão de evitar e se afastar desse pecado ao máximo, aprendendo a viver em conformidade com a Palavra de Deus.
  3. Seja pronto em buscar reconciliação com Deus e com o próximo: lembre-se que esses são os dois maiores mandamentos. Pecar contra o próximo também é pecar contra Deus, não à toa o capítulo 6 de Levítico começará tratando de pecados cometidos ao outro.
  4. Deus requer expiação pelo pecado: e podemos descansar na expiação de Cristo, certos de que Ele é o sacrifício perfeito e suficiente para nos salvar e nos estabelecer em um relacionamento constante e inocente diante de Deus.