Pregação Expositiva da Igreja Presbiteriana em Barra Funda
Levítico 3 trata dos sacrifícios pacíficos oferecidos a Deus. Nesse capítulo, então, entendemos que o único meio de termos paz com Deus é, também, por meio de sacrifícios.
Todos nós, enquanto seres humanos e pecadores, vivemos em estado de rebelião contra Deus quando não reconhecemos a necessidade de expiação. Como vimos no estudo anterior, Deus é justo. Sendo assim, enquanto Deus santo - isto é, separado, suficiente em si mesmo, incapaz de realizar o mal porque isso o faria ser contra a própria natureza - Criador de todas as coisas e por meio de quem todas as coisas subsistem, Ele tem autoridade para executar justiça contra a rebelião de Sua criação.
No entanto, nossa alma é criada para Deus, para ter comunhão com Deus e só consegue se satisfazer plenamente em Sua presença. Nossa paz está na presença de Deus, quando temos paz com Deus. E essa paz só pode existir quando temos acesso pleno a Ele, e pra termos acesso pleno a Ele, precisamos de uma expiação pelos nossos pecados.
No Antigo Testamento, essa expiação era simbolizada pelos sacrifícios cotidianos realizados no Tabernáculo. Do Novo Testamento até os dias de hoje, essa expiação foi, é e sempre será estabelecida por Cristo.
Não temos paz enquanto não reconhecermos a obra de Cristo e, em resposta a isso, oferecermos o melhor de tudo o que temos a Ele. Perdemos a nossa paz quando paramos de zelar pela comunhão com Deus, deixando de entregar a Ele o melhor da nossa energia, tempo, devoção, por fim, o melhor de tudo o que temos.
Quando temos paz com Deus, O conhecemos e contemplamos, e isso nos faz ter paz com todo o resto. A paz que excede todo o entendimento humano é forjada pelas convicções espirituais que nos mantêm de pé e em mansidão independentemente das circunstâncias. Mas essas convicções, quanto a soberania, fidelidade, amor, graça, misericórdia, justiça, bondade, generosidade e todos os outros atributos de Deus, só são conquistadas quando vivemos em plena paz com Ele, por meio da vida de Cristo. E só honramos esse acesso quando vivemos em comunhão todos os dias da nossa vida, jamais deixando-O pra segundo plano. Entregando sempre o melhor, nunca o que resta.
Por isso: