Título

Originalmente identificado como “Segundo João”, segue o padrão dos outros 3 evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas).

Autor e Data

A autoria do Evangelho foi identificada pela tradição primitiva de maneira firme e consistente como do Apóstolo João. Irineu, um dos pais da igreja primitiva, que foi discípulo de Policarpo, que foi discípulo de João, testificou que ele escrever o evangelho já em idade avançada.

Além disso, no livro não é citado o nome de João, a referência é feita como “discípulo a quem Jesus amava”. Isso, na verdade, demonstra sua humildade e celebra o seu relacionamento com Jesus. João foi apóstolo e um dos três amigos mais chegados de Jesus (juntamente com Pedro e Tiago), tendo sido testemunha ocular e participante do ministério terreno d’Ele.

João escreveu seu evangelho por volta de 80-90 d.C., aproximadamente 50 anos depois de ter testemunhado o ministério terreno de Jesus.

Cenário e Contexto

João já tinha conhecimento dos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas). Aparentemente, seu evangelho foi escrito para complementar os registros feitos até então.

É o livro mais denso em material teológico e possui uma quantidade maior de ensinamentos sobre o Espírito Santo.

Além disso, é o único evangelho que deixa claro os propósitos do autor: “estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome”. Os propósitos primários são dois: evangelístico (converter não crentes) e apologético (explicar e defender a verdade).

João compôs o evangelho para fornecer razões para a fé salvadora de seus leitores e, consequentemente, assegurá-los de que receberiam o dom divino da vida eterna.

Ambos propósitos estão ligados. Ele escreveu para convencer os leitores da verdadeira identidade de Jesus: Deus-Homem encarnado, cujas naturezas divina e humana estavam perfeitamente unidas numa única pessoas, que era o profetizado Cristo (Messias) e Salvador do mundo.

Ele organizou o evangelho em torno de 8 sinais que reforçam a verdadeira identidade de Jesus, conduzindo à fé. A primeira metade de sua obra centra-se em torno de sete sinais milagrosos escolhidos para revelar a pessoa de Cristo e gerar fé:

  1. a transformação da água em vinho;
  2. a cura do filho de um oficial;
  3. a cura de um paralítico;
  4. a alimentação de uma multidão;
  5. Jesus andando sobre as águas;
  6. a cura de um cego de nascença;
  7. a ressurreição de Lázaro