Essa é a primeira carta que Paulo escreveu a Timóteo, seu filho amado na fé.
“Timóteo” significa “aquele que honra a Deus”; ele recebeu seu nome de sua mãe e sua vó, judias devotas que se tornaram crentes em Jesus (II Timóteo 1:5) e o ensinaram as Escrituras do AT desde sua infância (II Timóteo 3:15).
Timóteo era de Listra, uma cidade na província romana da Galácia. Paulo levou Timóteo a Cristo na sua primeira viagem missionária. Quando voltou a visitar Listra, ele escolheu Timóteo para acompanhá-lo, vindo a ser discípulo, amigo e colaborador de Paulo pelo resto da vida do apóstolo. Era enviado como representante de Paulo às igrejas e, em I Timóteo, ele servia como pastor na igreja de Éfeso. Em Hebreus, há relatos que Timóteo foi preso em algum lugar e libertado (Hebreus 13:23).
Tanto a Bíblia quanto a igreja primitiva confirmam a autoria de Paulo. Ele teria escrito pouco depois de ser liberto da primeira prisão em Roma (por volta de 62-64 d.C.), e II Timóteo no tempo em que esteve preso pela segunda vez em Roma (66-67 d.C.), pouco antes da sua morte.
Uma vez que Paulo foi liberto da sua primeira prisão em Roma, tornou a visitar várias cidades que já havia ministrado, inclusive Éfeso, deixando Timóteo ali para tratar de problemas que haviam surgido na igreja: falsa doutrina, desordem na adoração, necessidade líderes qualificados e materialismo.
Paulo foi para Macedônia e escreveu essa carta a fim de auxiliar Timóteo a cumprir a sua tarefa na igreja.
Como Timóteo era bem versado na teologia de Paulo, o apóstolo não viu necessidade de dar-lhe instrução doutrinária extensiva. Logo, essa epístola expressa verdades teológicas importantes como:
a devida função da lei;
a salvação;
os atributos de Deus;
a queda;
a pessoa de Cristo;
a eleição;
a segunda vinda de Cristo.