Título

É a única epístola de Paulo especificamente para igrejas em mais de uma cidade (”às igrejas de Galácia”);

Autor e Data

Como dito no próprio livro, o autor é Paulo.

Paulo nasceu em Tarso, uma cidade na província da Cilícia. Em Jerusalém, recebeu um treinamento minucioso a respeito das Escrituras do AT e das tradições rabínicas (At 22:3). Era membro da seita ultraortodoxa de fariseus (At 23:6).

Sua vida toma um curso inesperado quando o Cristo ressurreto e glorificado o encontra e transforma Paulo de principal perseguidor do cristianismo em seu maior missionário. Sua missão foi tão grande que transformou o cristianismo de uma religião específica para cristão judeus palestinos em um fenômeno que se espalhou por todo o império. Gálatas é uma das cartas endereçadas a congregações gentias.

No capítulo 2, Paulo descreve sua ida ao concílio de Atos 15, tendo escrito Gálatas depois desse evento. O Concílio de Jerusalém é datado em 49 d.C.. Gálatas teria sido escrito logo em seguida.

Contexto e Cenário

Paulo escreveu Gálatas para se contrapor aos falsos mestres judaizantes que estavam abalando a doutrina principal do NT da justificação pela fé. Ignorando o decreto do Concílio de Jerusalém (At 15:23-29), espalhavam o perigoso ensino de que os gentios deveriam, primeiro, tornar-se prosélitos* judeus e submeter-se a todas as leis mosaicas antes de poderem se tornar cristão.

*O termo "Prosélito", presente na Septuaginta usado para estrangeiros e forasteiros em Israel"; um "peregrino na terra", e no Novo Testamento significa conversos ao Judaísmo de outras religiões.

Os gálatas foram receptivos a essa doutrina e esse foi o motivo da carta: defender a justificação pela fé e advertir essas igrejas a respeito das terríveis consequências de abandonar a doutrina cristã essencial.

Gálatas é a única epístola que não contém elogios para seus leitores, mostrando a urgência de confrontar essa deserção e defender a doutrina essencial da justificação.

Temas Históricos e Teológicos

O tema central do livro é a justificação pela fé, defendida em suas ramificações teológicas (capítulos 3 e 4) e suas consequências práticas (capítulos 5 e 6).

Os principais temas teológicos são: