Tem seu nome derivado da cidade grega onde a igreja para a qual é endereçada estava localizada. Filipos foi a primeira cidade na Macedônia em que Paulo estabeleceu uma igreja.
O testemunho unânime da igreja primitiva foi que o apóstolo Paulo escreveu Filipenses. Nada na carta teria motivado um forjador a escrevê-la.
O ponto de vista tradicional é que Filipenses foi escrita durante o primeiro cárcere de Paulo em Roma (juntamente com Efésios, Colossenses e Filemon), o que seria por volta de 60-62 d.C.. O entendimento a respeito das referências à “guarda do palácio” (1:13) e aos “santos… que estão no palácio de César” (4:22) é de que Paulo tenha escrito Filipenses em Roma, onde o imperador morava. As semelhanças entre os detalhes sobre a prisão de Paulo fornecidos em Atos e nas “epístolas da prisão” também demonstram que foram escritas em Roma (ex: Paulo era guardado por soldados, At 28:16; era-lhe permitido receber visitantes, At 28:30; teve a oportunidade de pregar o evangelho, At 28:31).
Uma vez que se trata de uma carta prática, Filipenses contém pouco material histórico (não há citações do AT), com exceção da importante exposição da autobiografia espiritual de Paulo (3:4-7). Do mesmo modo, há pouca instrução teológica direta, também com uma importante exceção. A magnificente passagem que descreve a humilhação e a exaltação de Cristo (2:5-11) contém um dos mais profundos e cruciais ensinos sobre o Senhor Jesus Cristo em toda a Bíblia, O tema principal de buscar ser semelhante a Cristo, como o elemento que mais caracteriza o amadurecimento espiritual e a única paixão de Paulo em sua própria vida, é apresentado em 3:12-14. Apesar da prisão de Paulo, o tom da carta é predominantemente de alegria (1:4,18,25-26; 2:2,16-18, 28; 3; 4:1,4,10).
Filipos recebeu esse nome por Felipe II da Macedônia (pai de Alexandre, o Grande). Foi atraído pelas minas de ouro que havia no local, conquistando a região no século IV a.C.
A cidade viveu em relativa obscuridade durante os dois séculos seguintes até que um dos mais famosos acontecimentos na história romana trouxe a ela reconhecimento e expansão: em 42 a.C., os exércitos de Antônio e Otávio derrotaram os de Brutus e Cassius na batalha de Filipos, colocando um fim a República Romana e prenunciando o Império.
Depois da batalha, Filipos se tornou uma colônia romana (cf. At 16:12), e muitos veteranos do exército romano se estabeleceram lá. Como colônia, Filipos tinha autonomia do governo provincial e os mesmos direitos que tinham as cidades na Itália, inclusive o uso da lei romana, isenção de alguns impostos e cidadania romana para seus habitantes (At 16:21). O fato de ser uma colônia também era motivo de muito orgulho cívico por parte dos filipenses; eles usavam o latim como idioma oficial, adotaram os costumes romanos, governavam a sua cidade segundo o modelo das cidades italianas. Tanto Atos como Filipenses descrição refletem o status de Filipos como uma colônia romana.
Filipos tinha uma população muito pequena de judeus. Por não haver homens suficientes para formar uma sinagoga, as mulheres devotas se reuniam fora da cidade num lugar de oração. Paulo pregou o evangelho a elas e Lídia, uma comerciante, que tornou-se cristã (Atos 16:14-15).
As oposições malignas à nova igreja logo começaram a surgir por meio de uma escrava jovem, adivinha e endemoninhada. Paulo expulsou o demônio dela, o que enfureceu os donos da jovem pois não poderiam mais vender seus trabalhos como adivinha. Foi quando arrastaram Paulo e Silas perante os magistrados da cidade e eles foram açoitados e presos.
Eles foram milagrosamente libertados da prisão por um terremoto. No dia seguinte, os magistrados, aterrorizados ao descobrirem que haviam açoitado e aprisionado ilegalmente dois cidadãos romanos, imploraram para que ambos se retirassem de Filipos.