O título deriva do nome do profeta que recebe revelações de Deus ao longo do livro.
Daniel significa “Deus é meu juiz”.
Várias passagens indicam Daniel como autor do livro, além de que, a partir de 7:2, ele escreve na primeira pessoa do singular.
Quando ainda era adolescente, foi retirado à força de sua família em Judá e levado cativo para a Babilônia, onde passou por um processo de imersão cultural babilônica que tinha a função de o preparar para a tarefa de servir de mediador entre os judeus que haviam sido levados para lá. Ele conseguiu tirar o máximo de proveito do exílio, tendo sido bem-sucedido em exaltar a Deus pelo seu caráter e fidelidade.
Daniel viveu além do tempo descrito em 10:1 (536 a.C.) e parece provável que ele tenha descrito o livro pouco tempo depois dessa data, mas antes de 530 a.C.
O livro começa em 605 a.C., quando a Babilônia conquistou Jerusalém e levou para o exílio Daniel, seus três amigos e outros. Continua, em seguida, descrevendo o desaparecimento da supremacia babilônica em 539 a.C., quando o Império Medo-Persa sitiou e conquistou a Babilônia, e prossegue para além do ano 536 a.C. (10:1).
Depois que Daniel foi levado para a Babilônia, os babilônios, em duas grandes investidas contra Jerusalém, a tomaram. Em cada uma das investidas deportaram mais judeus.
Jeremias cita o nome de 3 dos 5 reis de Judá antes do cativeiro (Josias, Jeoaquim e Zedequias). Daniel também é mencionado por Ezequiel como sendo justo e sábio.
Os judeus estavam há tanto tempo persistindo no pecado sem que houvesse arrependimento nacional que, finalmente, Deus resolveu castigá-los, e foi a esse respeito que Jeremias, Habacuque e Sofonias fizeram claras advertências.
Na Babilônias, Daniel recebeu a palavra de Deus a respeito de sucessivos estágios da dominação gentílica do mundo ao longo dos século até que o grande conquistador, o Messias, esmagasse todo o senhorio gentio. Ele então derrotaria todos os inimigos e elevaria o povo da aliança às bênçãos em seu glorioso reino milenar.
Daniel foi escrito para trazer encorajamento aos judeus exilados por meio da revelação do plano de Deus a eles, tanto antes como depois do domínio dos gentios sobre o mundo.
O assunto em maior destaque no livro é o controle soberano que Deus exerce sobre todos os assuntos que dizem respeito a todos os governantes e suas nações e a substituição deles pelo verdadeiro Rei. Deus não sofreu derrota ao permitir a queda de Israel, mas estava providencialmente operando seus propósitos para uma manifestação certa e plena de seu Rei, o Cristo exaltado. De modo soberano, ele permitiu que os gentios tomassem Israel, o Império Medo-Persa, a Grécia, Roma e tudo o mais até o segundo advento de Cristo. O capítulo 9 nos fornece a estrutura cronológica da época de Daniel até o reino de Cristo.
Um segundo tem é a exibição do poder soberano de Deus por meio de milagres. A era de Daniel está entre as seis apresentadas na Bíblia que dão grande enfoque aos milagres por meio dos quais Deus realizou seus propósitos. Alguns milagres são: