O título do livro carrega o nome do profeta a quem Deus deu sua mensagem.
Amós significa “carga” ou “aquele que carrega um fardo”.
Amós era de Tecoa, uma vila pequena situada a uns 15km ao sul de Jerusalém. É o único profeta que declara sua ocupação antes de ter sido comissionado por Deus para o ministério; não tinha vindo de uma família nobre ou sacerdotal, mas trabalhava como pastor de rebanhos e apanhador de figos silvestres; foi contemporâneo de Jonas, Oseias e Uzias, rei de Judá (por volta de 790-739 a.C.), e de Jeroboão II, rei de Israel (por volta de 793-753 a.C.).
Amós era um profeta de origem judaica, chamado para transmitir uma mensagem principalmente para as tribos do Norte de Israel. Politicamente, Israel vivia um tempo de prosperidade. Também era um tempo de paz, tanto com Judá como com seus vizinhos mais distantes. A constante ameaça da Assíria havia sido reprimida, possivelmente por causa do arrependimento de Nínive diante da pregação de Jonas.
Espiritualmente, porém, foi um tempo de severa corrupção e decadência moral.
Amós falou dos dois principais pecados de Israel:
Embora desempenhassem seus rituais, as pessoas não buscavam ao Senhor de coração, nem seguiam o modelo de justiça ordenado em relação aos seus próximos.
Essa apostasia, que era evidenciada por uma rejeição obstinada e contínua da mensagem profética de Amós, recebe a promessa do castigo divino. Por causa de sua aliança, no entanto, Deus não abandonará Israel totalmente, mas fará a restauração do remanescente fiel no futuro.