A profecia leva o nome do autor.
“Ageu” significa “festivo”, sugerindo que Ageu nasceu em dia de festa.
Muito pouco se sabe sobre Ageu à parte dessa profecia. De acordo com Ageu 2:3, é possível que tenha visto a glória do templo de Salomão antes da sua destruição e, portanto, estivesse com pelo menos 70 anos de idade quando escreveu a profecia.
A ocasião de cada uma das 4 profecias é claramente especificada (1:1, 2:1, 2:10 e 2:20) num período de 4 meses no segundo ano (por volta de 520 a.C.). É provável que Ageu tenha voltado da Babilônia para Jerusalém com Zorobabel 18 anos antes, em 538 a.C.
Em 538 a.C., como resultado da proclamação de Ciro da Pérsia, Israel pôde deixar a Babilônia e voltar para sua terra natal sob liderança civil de Zorobabel e a direção espiritual do sumo sacerdote Josué (Esdras 3:2).
Cerca de 50.000 judeus voltaram e, em 536 a.C., começaram a reconstruir o templo, mas a obra foi abandonada em virtude da oposição de povos vizinhos e a indiferença dos judeus. Dezesseis anos depois, Ageu e Zacarias foram incumbidos por Deus a encorajar o povo a não apenas reconstruir o templo, mas reorganizar suas prioridades espirituais.
Seu ministério resultou na conclusão do templo 4 anos mais tarde (por volta de 516 a.C. - Esdras 6:15)
○ tema central é a reconstrução do templo do Senhor, que estava em ruínas desde a sua destruição por Nabucodonosor em 586 a.C. Por meio das cinco mensagens do Senhor, Ageu exorta o povo a renovar seus esforços para construir a casa do Senhor. Para motivá-los, o profeta mostra que as secas e as más colheitas eram causadas por eles terem suas prioridades espirituais posicionadas incorretamente (1:9-11).
No entanto, para Ageu, a reconstrução do templo não era um fim em si. O templo representava o lugar de habitação de Deus, sua presença manifesta no meio de seu povo escolhido. A destruição do templo por Nabucodonosor ocorreu depois que a glória de Deus deixou o templo (Ezequiel 8 a 11); para o profeta, a reconstrução do templo era um convite à volta da presença de Deus no meio de Israel. Ageu usa a situação histórica como ponto de partida para celebrar a glória suprema do templo messiânico definitivo que ainda estava por vir (2:7), incentivando as pessoas com promessa de paz (2:9), prosperidade (2:19), governo divino (2:21-22) e bênçãos nacionais (2:23) ainda maiores durante o milênio.