O Cordeiro de Deus nos cobre para não temermos ficar diante do tribunal de Deus.


“Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.” (Gênesis 3:1-3)

Aprendemos muito com os instantes antes da queda. A primeira lição é percebermos que a maior tentação que a serpente serviu foi questionar a palavra que Deus havia dito. Tudo começou com uma sugestão de dúvida.

A resposta de Eva já nos mostra o princípio do nosso problema. A facilidade que nossa razão tem de distorcer aquilo que foi dito, lido ou aprendido, tornando mais severo e mais intenso do que realmente é, afinal, Deus nunca disse que ela morreria se tocasse o fruto. Se ela comesse do fruto, certamente morreria.

Aqui é o lugar onde começamos a aprender a não cairmos na primeira narrativa que a nossa mente nos conta. Existe a narrativa dita pela Palavra, a narrativa que é resposta de uma oração - uma conversa com Aquele que disse a palavra e não pode distorcê-la. Quando nossa fé está em nosso entendimento, somos discípulos da nossa razão, não de Cristo. Nosso entendimento é falho e mais um ídolo imprevisível. E aqui temos a segunda lição: não confie no seu próprio entendimento (Provérbios 3:5).


Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (Gênesis 3:4-5).

Satanás sempre fará com excelência seu trabalho: mentir e difamar o caráter de Deus. Nesse versículo observamos os dois argumentos que todos nós lidamos antes de decidirmos pecar:

  1. A consequência do pecado não é tão séria assim;
  2. Deus está retendo algo bom de nós.

E aqui, negamos a santidade de Deus. Acreditamos que Deus tem prazer em nos enganar e nos manter afastados de algo bom. Lembre-se: cada ordenança que Deus dá é para seu bem. A maneira que Ele determina só pode ser a melhor, porque Ele é o criador de todas as coisas verdadeiramente boas, então é Ele quem vai nos ensinar a usufruir delas.


Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. (Gênesis 3:6-7).

Eis que a maldade entrou no coração humano. Não sem antes parecer boa. O pecado nunca terá aparência de algo ruim, na verdade, sempre será apetitoso e carregará em si certo status, prazer, beleza até. Nossos olhos, assim como nossa razão, são péssimos guias. A Palavra de Deus é o que nos guia em toda a verdade.


“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:15)

“Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.” (Gênesis 3:21)

O restante da história nós já conhecemos. O que muitos de nós deixamos passar é quão misericordioso Deus foi. Desde o primeiro momento, deixou a promessa de que, um dia, a serpente que enganou Sua criação seria derrotada. E ela foi. Na crucificação, durante o segundo e silencioso dia, uma batalha foi travada e a prometida vitória de Cristo sobre a morte, sobre Satanás, sobre cada potestade maligna e sobre a maldade do nosso coração foi consumada.

Não somente isso, mas Deus também usou a pele de um animal para cobrir Adão e Eva. Eles estavam completamente nus e suas falhas descobertas diante de Deus, então Deus providenciou vestes que cobririam sua vergonha. Graças a Deus, o sangue de Cristo não somente nos cobre, mas limpa e purifica. Assim, podemos estar em pé diante de Deus certos de que não precisamos temer a condenação uma vez que nossa vida está submissa ao senhorio de Cristo e coberta, limpa e purificada pelo seu sangue.